quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Lembranças pagãs

      Abençoados sejam!!


Hoje resolvi escrever um pouco sobre os alunos que passaram por mim.

Provavelmente, o fato de nenhum deles ter concluído alguma coisa seja culpa minha. Culpa por dizer que o Caminho não é tão fácil, culpa por avisar que a magia não ocorria como no Harry Potter (seria legal até), culpa por dizer que antes de fazer qualquer coisa a pessoa deve se conhecer. Se for isso, então eu sou mesmo culpada.

O ser humano é muito complicado de entender. Que raça que gosta de complicar quando pode facilitar!

Com certeza, se a Bruxaria resolvesse tudo em um estalar de dedos tudo estaria bem e não haveria nada com que se preocupar e também não teria por que evoluir...

Talvez, em minha ignorância, a Bruxaria seja uma ferramenta que irá nos ajudar a evoluir. Ela nos ensina tanta coisa que podemos aplicar em nosso cotidiano, mas quem estuda ou diz que estuda Bruxaria não está nem aí para isso. É muita hipocrisia alguém se dizer Bruxo se nem ao menos conhece seus temores e defeitos, escondendo-os tanto da sociedade quanto de si mesmo.

Ah sim! Há também aqueles que estudam apenas pelo poder (como se isso o tornasse melhor do os outros). Às vezes, a pessoa nem se identifica ou sente alguma coisa com relação à Bruxaria, mas estuda tudo o que pode (sem entender a metade) porque quer se iniciar o quanto antes para jogar na cara dos outros que é Bruxo ou Bruxa, como se isso fosse um status tipo um carro importado, um monte de dinheiro, essas coisas.


E quando o assunto é o amor? As criaturas insistem em pedir feitiços e outras coisas para afastar fulano de beltrano, mas onde fica o raio do livre arbítrio? Por que querer algo que não lhe pertence? Será que realmente aquela pessoa é seu par ou é somente mais uma conquista? Por que não pedir à Deusa e ao Deus, que lhes conceda alguém que seja bom para si? Por que causar a dor e a separação nos outros? Acaso não será capaz de conquistar alguém que não esteja comprometido? E, finalizando, para que gastar dinheiro e correr o mundo procurando algum Bruxo que faça maldade a uma pessoa? Existe a lei da ação e reação, mas as pessoas não querem ver isso. É preciso lembrar que, muitas vezes, ao fazer o bem à pessoa que se quer mal, nós acabamos sendo beneficiados. Por que não desejar que a pessoa que está no cargo que queremos ganhe um cargo melhor deixando o cargo vago? Tudo é tão simples, mas os aspirantes a Bruxo, Bruxa, não querem ver isso.

As pessoas que estudavam na época, tinham pressa e queriam resultados imediatos, mas não é assim que a banda toca e nunca vai ser. Para chegar em algum lugar é preciso perseverança, força de vontade, respeito e responsabilidade. Sendo assim, chego à conclusão de que todos esses que foram embora não tinham nenhuma dessas características...

É uma pena, pois dali poderia ter saído Bruxos e Bruxas muito bons, mas se não foi assim que aconteceu só a Grande Deusa para saber. De qualquer forma desejo muita saúde e paz aos alunos do passado e, que de alguma forma, eles tenham encontrado o seu caminho no presente.


        Por hoje era só. Abraços e que a luz da Lua nos ilumine sempre.

 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Texto para pensar

    Abençoados sejam!!

    Após um mês afastada do blog, cá estou eu para postar.
    Esse texto eu recebi de uma lista de discussão de bruxos que pertenço.
    Achei o texto simples e prático ao mesmo tempo e, ao mesmo tempo ele nos diz que, certas coisas, quando vivenciadas, não podem ser expressadas, mas apenas sentidas. 


QUERO PROVAS!  

Um homem estava dando uma palestra para um auditório cheio. Ele contava as experiências que teve no plano espiritual, quando conseguiu sair de seu corpo físico e deslocar-se nos planos astrais. Ele visitou o plano espiritual superior, onde viu espíritos caminhando num vasto jardim, esteve na presença de mestres espirituais e sentiu a presença do divino dentro de si.

Na platéia
 havia um homem muito cético, que não acreditava numa só palavra do que o orador dizia. A cada experiência que o palestrante expunha, o homem sorria com um ar de cinismo, desprezando tudo aquilo.

Da metade para o final da palestra, o cético levantou-se da cadeira e interrompeu o palestrante, dizendo:

- Senhor, desculpe por quebrar sua fala no meio, mas tinha que fazer-lhe uma pergunta: por acaso o senhor tem alguma prova de todo este relato? Seria interessante que o senhor apresentasse uma prova ou evidência de suas experiências, caso contrário, não vejo qual a utilidade isso teria para todos se não pudermos ter certeza do que está sendo dito.

O palestrante ouviu o homem, pensou por um momento, e disse:

- De fato, não tenho nenhuma prova do que experimentei…

O homem sorriu, com ar de superioridade, após ouvir o palestrante. Ele acreditou que o havia deixado numa saia-justa e demonstrado a bobagem de tudo aquilo. Mas o palestrante continuou:

- No entanto, devo lhe dizer que, apesar de eu não ter uma prova concreta de tudo isso, isso não significa que tudo seja uma inverdade. Esse conhecimento encontra-se num nível de experiência, e este não pode ser passado a ninguém, pois é algo profundo e, por isso, intransferível. Não se pode medir ou pesar a percepção psíquica de alguém, ou olha-la de fora transformando-a num objeto de análise. O que posso te dizer é que percorri todo um caminho para chegar a ter essas experiências, e tudo isso é fruto do meu esforço pessoal. Para que você possa entender essa experiência, não pode recebe-la de fora, como um discurso de outra pessoa, você deve ter sua própria experiência também. Aqueles que desejam fazer da experiência espiritual um produto pronto e acabado, que recebemos de fora numa embalagem escrito “prova”, jamais a terão. Isso ocorre pelo simples motivo de que você precisa caminhar pelos seus próprios meios até atingir esse nível de percepção, e isso exige esforço e dedicação. Que mérito haveria em receber algo tão profundo e sublime de outrem? Essa não seria uma conquista tua, mas de outra pessoa. A aquisição desse nível de consciência requer um longo caminho a ser trilhado, e é necessário merecimento para que se dê a conquista final. Ninguém pode fazer pelo outro algo que só cabe a ele mesmo. Não tenho que provar coisa alguma, pois mesmo que o demonstrasse de forma inequívoca, ainda assim não me acreditaria até ver e sentir por si mesmo. Da mesma forma que a visão do cardápio nos dá uma impressão muito limitada do seu sabor, assim também a experiência espiritual indireta não pode nos trazer a verdade. Por isso, esforce-se por conquistar a experiência direta, posto que, somente assim, você poderá compreende-la tal como ela é, e não precisará mais colher os frutos plantados por outras pessoas, e tampouco necessitará de uma prova que esteja fora de você.

Autor: Hugo Lapa
-
Hugo Lapa
Terapeuta de Vidas Passadas
 
 
        Então era isso por hora. Uma ótima sexta-feira para vocês e que a luz da Lua nos ilumine sempre. )O(